O processo integrado de formação e planejamento estratégico irá resultar em aprendizados que poderão ser consultados gratuitamente por outras instituições de ensino

Ao longo dos próximos meses, a Escola Viva, localizada na Vila Olímpia – São Paulo, sediará encontros entre educadores, pais, alunos e funcionários com o objetivo de refletir sobre temas da sustentabilidade e encontrar direcionadores para o seu planejamento estratégico. As conversas, inspiradas nos 17 ODS da ONU (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), são resultado de uma cocriação entre a Escola Viva e o FGVces – Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV.

As instituições firmaram uma parceria com o propósito de criar este grupo focal e proporcionar tanto uma formação conceitual, quanto um espaço para busca de soluções e projetos que visem construir práticas mais sustentáveis na comunidade escolar e seu entorno. A intenção é que as ideias pensadas ao longo dos encontros possam servir de inspiração ou modelo para outras instituições do país. É a primeira vez que a FGV faz uma formação com este objetivo com uma escola de Educação Básica.

Outro aspecto bastante inovador é que os direcionadores para o planejamento estratégico serão propostos não somente pela gestão da escola, mas também alunos, colaboradores e representantes das famílias, numa relação que, durante o processo, é bastante horizontal.

“As escolas são essenciais para que exista transformação, movimentação da sociedade civil e do governo em prol dos objetivos de desenvolvimento sustentável. Desde sua fundação, a Escola Viva sempre se preocupou com esse assunto e tinha o desejo de trazer as ODS para o centro do projeto, de maneira estruturante. Precisávamos de um parceiro qualificado e de referência, pensando nisso, fomos buscar a FGV que estuda, tem repertório e experiência com formação”, explica Silvia Kawassaki, diretora da Escola Viva.

Um dos produtos do projeto será um ‘Guia de referências e aprendizados para implementação de sustentabilidade no planejamento estratégico escolar’, com relatos de tudo que aconteceu na Escola Viva. O documento ficará disponível gratuitamente para todas as escolas que tiverem o interesse de estruturar um processo semelhante. “A Escola Viva fica satisfeita com essa ação porque ela não se encerra aqui. É uma iniciativa que pode ser multiplicada”, comenta Silvia.

Ao todo, serão sete encontros quinzenais, cada um com duração de quatro horas. O grupo, formado por 23 pessoas, foi selecionado com base no interesse dos integrantes em participar: primeiro a escola divulgou a ação para alunos, pais e funcionários se inscreverem. Os participantes foram sorteados de maneira a se obter ampla representatividade. Por exemplo, uma família de cada segmento educacional. Além disso, três integrantes e outros pesquisadores convidados do FGVces planejam os encontros e fazem a mediação.

“Se pensarmos, por exemplo, num direcionador sobre resíduo e consumo, isso pode ser parte na forma de fazermos nossa comida na escola, criando menos lixo. Do ponto de vista curricular, faremos uma revisão na maneira como abordamos a questão do consumo sustentável junto aos alunos. Na gestão, faremos um treinamento para a equipe, esses direcionadores vão derivar várias ações para sermos coerentes como escola, cada vez mais em direção a essas metas de desenvolvimento sustentável da ONU”, finaliza Silvia.