No maior esforço de defesa do clima apoiado pela ONU e liderado por CEOs, as principais multinacionais reafirmam seus próprios compromissos baseados nas ciências climáticas

Um grupo de 155 empresas, que somam US$ 2,4 trilhões em valor de mercado, e representam mais de 5 milhões de funcionários, assinaram um comunicado pleiteando junto aos governos ao redor do mundo o alinhamento de seus esforços na recuperação econômica frente à crise instaurada pela Covid-19 aos estudos mais atuais em relação às ciências climáticas. À medida que os debates sobre pacotes de recuperação em todo o mundo aumentam nas próximas semanas, as empresas, que fazem parte da iniciativa Science Based Targets, pedem políticas que aumentem a resistência a choques futuros, apoiando os esforços para manter o aumento da temperatura global até 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, em linha com o alcance de emissões líquidas zero antes de 2050. No Brasil, as empresas que já participam da iniciativa são Movida, Grupo Malwee, AES Tietê, Lojas Renner, Natura, Baluarte e Nogueira, Elias, Laskowski e Matias Advogados.

Os participantes são convocados pela iniciativa Science Based Targets (SBTi) e sua campanha “Business Ambition for 1,5 °C”, o Pacto Global da ONU e a coalizão We Mean Business. O SBTi, que é uma colaboração entre o CDP, o Pacto Global da ONU, o World Resources Institute e o WWF, avalia e valida independentemente as metas climáticas corporativa sem relação às mais recentes ciências climáticas.

A declaração surge quando governos de todo o mundo estão destinando trilhões de dólares em pacotes de estímulo para ajudar as economias a se recuperarem dos impactos da pandemia de coronavírus e se preparando para enviar planos climáticos nacionais aprimorados sob o Acordo de Paris. Nas próximas semanas, várias economias tomarão decisões importantes em seus esforços de recuperação, incluindo o Plano de Recuperação da União Europeia, novos pacotes de estímulo dos Estados Unidos da América e da Índia e a cúpula dos Chefes de Estado do G7, em junho.

“É muitoimportantenessemomentonãosópensarnaretomada, mas emcomoretomar. Porisso, estamostrabalhandoparaengajar as empresasglobalmentedesde o começo das nossasações. Agora, precisamoscombinar as questõeseconômicascomumamudançaprofunda de atitudeemprol do futuro do planeta. O cenáriojá era problemático e nãopodemospiorá-lo”, afirmou Carlo Pereira, diretor-executivo da RedeBrasil do Pacto Global.

As 155 empresasjáestabeleceram, ou se comprometeramaestabelecer, metas de redução de emissõesbaseadasnaciência. Aoassinar a declaração, elesreafirmamquesuasprópriasdecisões e açõespermanecemfundamentadasnaciência, enquantopedemaosgovernosque “priorizemumatransiçãomaisrápida e justa de umaeconomiacinzaparaumaeconomiaverde”. Políticas e gastosqueincorporemmetasclimáticasreduzirão a vulnerabilidade a futuroschoques e desastres, criarãobonsempregos, reduzirão as emissões e garantirão o arlimpo, segundo um estudo da Universidade de Oxford.

“Osgovernostêm um papel fundamental a desempenhar, alinhandopolíticas e planos de recuperaçãocom a maisrecenteciênciaclimática, mas nãopodemconduzirapenasumatransformaçãosocioeconômicasistêmica. Para lidar com as crises interconectadasqueenfrentamos, precisamostrabalharjuntoscomoumacomunidadeinternacionalparaentregarosObjetivos de DesenvolvimentoSustentável e o Acordo de Paris “, disse Lila Karbassi, chefe de programas do Pacto Global da ONU e membro do Conselho da iniciativa Science Based Targets.

 

Paul Simpson, CEO da CDP, um dos parceiros do SBTi, comentou: “O surto de coronavírus é uma forte lembrança da fragilidade do nossosistemaeconômicoatual. Tambémnoslembraque a ciênciadevesernossoguiacoletivo no caminhoparaumaeconomiamaisresiliente.Definir e trabalharemdireção a metasbaseadasnaciência é a melhormaneira de empresas e governos se protegerem contra futurosnegóciosrelacionadosaoclima e interrupçõeseconômicas”.

 

Maria Mendiluce, CEO da coalizão We Mean Business, disse: “Osgovernospodemtercerteza de que as empresasestãoimplementandometasbaseadasnaciênciaparanoscolocaremumatrajetória de 1,5 °C. Elesestãopedindopolíticas de recuperaçãoqueimpulsionem a economia e aumentem a resiliência. Uma recuperaçãolíquida zero alinhadapermitiráque as empresasinvistam e inovem no ritmo e naescalanecessáriospararecuperarmelhor, criandoempregosdecentes, protegendo a saúde, reduzindo as emissões e aumentando a resiliência no futuro”.

 

“É imperativoquenãoapenasreiniciemos a economiamundial – mas também a redefinamos. Seriaumatragédia se, depois de gastar US$ 10-20 trilhõesemdinheiropúblico, simplesmentereconstruíssemos a mesmaeconomiadesigual, vulnerável e de alto carbonoquetínhamos antes”, disse o Dr. Andrew Steer, Presidente e CEO do World Resources Institute e membro do Conselho da SBTi. “Aplaudimososlíderesdessas 155 empresas, quenãoapenas se comprometem a redefinirsuasprópriasempresas, mas tambémexigemqueosgovernos do mundoatuem à luz das melhoresciências e melhoreseconomias, o quemostraquepolíticasinteligentesemtermos de climacriarãomaisempregos e estimular um crescimentoeconômicoinclusivo e resiliente”.

Signatários

Além dos brasileiros Movida, GrupoMalwee, AES Tietê, Lojas Renner, Natura e Baluarte e Nogueira, Elias, Laskowski&MatiasAdvogados,,ossignatáriosabrangem 34 setores, têmsedeem 33 países e incluem: Abdi Ibrahim Pharmaceuticals, ACCIONA, Accor, Adobe, AgderEnergi, Arabesque, Arc’teryx Equipment, AstraZeneca, Auchan Retail Portugal, Bayer, Beiersdorf, BIAL, Bonava, Burberry, Capgemini, Cargotec, Carlsberg Group, Cellnex, CEWE Stiftung& Co. KGaA, City Developments Limited, CMA CGM, Coca-Cola European Partners, Colgate Palmolive Company, Corbion, Cranswick, Dalberg Advisors, Dalmia Cement (Bharat) Limited, Danfoss Group, Diageo, Diam Group, dormakaba, Dutch-Bangla Pack, EcoVadis, EDF Group, EDP Energias de Portugal, Electrolux, En+ Group, Enel, ERM, Europcar Mobility Group, Ferrocarrils de la Generalitat de Catalunya, Firmenich, Gleeds, Glovo, Grundfos Holding, Grupo Red Eléctrica, H. Lundbeck, H&M Group, Henkel, Hewlett Packard Enterprise, Husqvarna Group, HP Inc., Iberdrola, ICA Gruppen, Inditex, Ingka Holding, Inter IKEA Group, Intuit, JLL, Kearney, Kelani Valley Plantations, Kuehne + Nagel Management, LafargeHolcim, Legrand, Lojas Renner, Maeda Corporation, Magyar Telekom, Mars, Marshalls, Marui Group, Media 6, MP Pension, Nestlé, Nomad Foods, Novartis, Novo Nordisk, NR Instant Produce Public Company, O. T. Sports Manufacture, Orange, Orbia Advance, Orkla, Ørsted, Pearson, PensionDanmark, PernodRicard, PVH Corp., Refinitiv, Ronald Lu & Partners, Royal DSM, RSE (Ross-shire Engineering), Safaricom, Saint-Gobain, Salesforce.com inc., Sanofi, Scania, Scapa Inter, Schneider Electric, Schüco International, SIG Combibloc, Signify, Sky, SkyPower Global, Sofidel, Sonae Sierra, SopraSteria Group, Stora Enso Oyj, SUEZ, Symrise, Syngenta Group, Takasago International Corporation, Talawakelle Tea Estates, Tate & Lyle, Tech Mahindra, Telefonica, The Co-op, The Lux Collective, TMG Automotive, Unilever,  Vattenfall, Vaude Sport, Verbund, Vestas Wind Systems, Vodafone Group, Wipro, Yarra Valley Water, YKK Corporation, e Zurich Insurance Group, entre outros.