O lançamento do RenovaBio vai expandir a produção de biocombustíveis no Brasil e favorecer a precificação das vantagens e benefícios do biogás e biometanoSetor de biogás

Com o objetivo de mostrar ao setor a importância do investimento em eficiência de produção, as novas tendências e as várias opções de tecnologias no mercado nacional e internacional no segmento de biogás e biometano, a Abiogás – Associação Brasileira do Biogás e Biometano, realizou o Seminário Técnico – Nova Geração do Biogás, em maio, na capital paulista. Gabriel Kropsch, vice-presidente da entidade, aponta que o biogás já é uma realidade sustentável, principalmente nos setores agroindustrial e saneamento. “Superamos o discurso de potencial. A nossa missão agora é entender como atuar e evoluir ainda mais neste novo cenário”, destaca.

Ele explica que biogás não é novidade, mas desde que começou a ser produzido muita coisa mudou. O Brasil tem o maior potencial energético do mundo por conta do volume de resíduos orgânicos produzidos. “São 52 bilhões m³/ano entre proteína animal, saneamento e resíduos sucroenergéticos. Este é o nosso grande diferencial perante a energia eólica ou solar, por exemplo, nós conseguimos assegurar a nossa produção”, ressalta o executivo.

Desde o ano passado, o setor vive ares promissores com o lançamento do RenovaBio, nova política nacional de biocombustíveis, que pretende expandir a produção de biocombustíveis no Brasil. A partir desta expansão, almeja-se uma importante contribuição dos biocombustíveis na redução das emissões de gases de efeito estufa no país. “O RenovaBio é um marco histórico e é considerada a lei de incentivo mais moderna do mundo. Com ela, poderemos precificar as vantagens e benefícios do biogás e biometano. O produtor será recompensado pela eficiência de produção do biocombustível. O biometano, por exemplo, pode reduzir em 96% as emissões de CO2, com potencial para uma pegada de carbono próxima ao zero”, afirma Kropsch.

Segundo ABiogás, o potencial de produção de biometano no setor agropecuário é de mais de 70 milhões de metros cúbicos por dia, sendo 78% do setor sucroenergético e 22% na produção e processamento da proteína animal. Ainda no setor de saneamento há o potencial de produzir 7 milhões de metros cúbicos por dia desse biocombustível. No total, o potencial brasileiro de biogás equivale a 44% da demanda por diesel. De acordo com a EPE – Empresa de Pesquisa Energética, o biogás vai representar o mesmo volume de energia exportada que a fotovoltaica na geração distribuída e a ABiogás projeta que, até 2030, sejam produzidos 32 milhões m³/ dia de biometano.

Com o objetivo de disseminar a troca de informações, ABiogás apresentou durante a programação os cases de sucessos e lições aprendidas. Empresários e executivos das empresas Geo Energética, JMalucelli Ambiental, Cattalini e Ecometano deram dicas e orientações adquiridas com as experiências no setor.

Mais de 150 convidados estiveram presentes e puderam acompanhar o lançamento da nova etapa do BiogásMap, parceria da ABiogás com o CIBiogás, que pretende atualizar o setor de energia com dados recentes e confiáveis sobre a produção nacional, o crescimento e as possibilidades do biogás brasileiro. Mais informações: www.abiogas.org.br

 

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