Setor de resíduos sólidos oferece oportunidades de negócios na América Latina

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Setor - Panorama de Resíduos América Latina-PonO Atlas de Resíduos da América Latina, elaborado pela ONU Meio Ambiente, mostra que a geração diária de resíduos sólidos urbanos nos países da América Latina e Caribe atingiu cerca de 540 mil toneladas, e a expectativa é que, até 2050, o lixo gerado na região alcançará 671 mil toneladas por dia. De acordo com Jordi Pon, coordenador regional de resíduos e químicos da ONU Meio Ambiente e coordenador do estudo, a região tem apresentado vários avanços na gestão de resíduos sólidos, porém em relação à disposição final ainda existe um déficit considerável, com mais de 145 mil toneladas de lixo, cerca de 30% do total, destinados para locais inadequados.

Outro tópico abordado pelo estudo diz respeito aos níveis de investimento público e privado em gestão de resíduos, apontando que os mesmos não são suficientes para financiar a infraestrutura necessária para mitigar as principais deficiências, como ampliação da cobertura de coleta, baixas taxas de reciclagem e disposição final inadequada. “O estudo mostra que o financiamento é uma questão fundamental para a melhoria e sustentabilidade dos mecanismos de gestão de resíduos, especialmente na América Latina e no Caribe, onde os modelos financiados por recursos municipais prevalecem e, em muitos casos, os custos dos serviços não são recuperados em sua totalidade”, comenta Carlos Silva Filho, diretor presidente da Abrelpe e membro do Comitê Diretivo do Atlas de Resíduos, concluindo que “ainda não há uma consciência clara do fato de que o custo econômico dos impactos negativos causados pela gestão inadequada dos resíduos (o custo da inação) é maior do que o custo de investimento em um sistema adequado”.

Oportunidades

Os dados mostram que existe um mercado importante para as empresas e profissionais do setor de meio ambiente e sustentabilidade atuarem. Conforme Pon, existe uma grande perspectiva de que o estudo ajude a desenvolver esse mercado e ampliá-lo no que consiste à atuação das empresas de equipamentos, consultorias, laboratórios, transporte, entre outros.

“Esses dados evidenciam que, no âmbito da gestão de resíduos, há muitas intervenções possíveis para praticamente todos os países da região, e, obviamente, o Brasil pelo seu tamanho, também poderá aproveitar as oportunidades, pois as soluções para as problemáticas causadas pela geração dos resíduos vão requerer toda uma série de apoio em termos de infraestruturas e assessoria técnico-científico para encontrar as maneiras mais adequadas para cada país e respectivas áreas que sofrem com a questão”, informa.

Pon aponta o fato de que alguns países não têm condições de importar uma tecnologia, aplicar uma solução internacional, por isso é importante que as empresas, junto com os governos, busquem quais ferramentas são mais adequadas para cada circunstância e necessidade, utilizando todo o conhecimento e expertise de cada país. “O setor de resíduos sólidos, na América Latina, é muito promissor para novos negócios e parcerias”, afirma.

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