Relatório inédito sobre o lixo marinho foi lançado durante o 8o Fórum Mundial da Água, em Brasília

Prevenção Poluição MarinhaO Relatório “PREVENÇÃO AO LIXO MARINHO – AGORA!” foi elaborado pela “Força-Tarefa de Lixo Marinho” que é uma parceria internacional liderada pela ISWA – International SolidWasteAssociation, com o objetivo de explorar e estabelecer claramente o vínculo entre gestão eficiente de resíduos e prevenção de resíduos que atinge nossos oceanos. Práticas adequadas de gestão de resíduos possuem papel chave para reduzir o lixo marinho. O setor de resíduos e recursos é vital para assegurar soluções imediatas e de longo prazo para prevenção da poluição marinha.

O relatório inédito foi lançado, com o apoio da Abrelpe – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, dia 20 de março, durante o 8o Fórum Mundial da Água, em Brasília. O relatório aponta que, do total de 25 milhões de toneladas de lixo despejadas nos oceanos, 80% têm origem nas cidades.

Esse volume de lixo marinho prejudica os ecossistemas e os setores econômicos marítimos, como o turismo e a pesca. Também afeta outros ambientes aquáticos que são vitais para as sociedades humanas, como os rios. A extensão dessa poluição é global, com partículas de plástico detectadas em todos os oceanos do mundo – mesmo os ambientes mais remotos e intocados, além já ter entrado na cadeia alimentar.

Para Carlos Silva Filho, presidente da Abrelpe, se não houver um avanço considerável na gestão de resíduos nas cidades, não será possível resolver este problema do lixo marinho. Conforme ele, enquanto no mundo são cerca de 25 milhões de toneladas de resíduos que vão parar nos oceanos, o Brasil contribui com dois milhões, ou seja, quase 10% do total mundial. “Esses dados mostram que os impactos da má gestão de resíduos no País são de grandes proporções”, observa.

“Este relatório é apenas um marco fundamental no esforço para construir uma parceria global, capaz de identificar e permitir a implementação das soluções preventivas mais apropriadas para manter os plásticos fora de nossas vias navegáveis, rios, mares e oceanos”, declarou AntonisMavropoulos, presidente da ISWA.